É o fim da bichectomia? Entenda a tendência e as novas alternativas na dermatologia estética

Tais Paz • 24 de abril de 2026

A bichectomia já foi um dos procedimentos mais procurados para afinar o rosto e destacar as maçãs faciais. Mas, nos últimos anos, a percepção sobre essa cirurgia mudou, tanto entre médicos quanto entre pacientes. Afinal, estamos realmente diante do “fim da bichectomia”?

Vamos entender o que é a bichectomia, por que ela vem sendo menos indicada e quais são as melhores alternativas modernas, seguras e eficazes para harmonização facial.

O que é a bichectomia?

A bichectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada parcial das bolas de Bichat, estruturas de gordura localizadas na região das bochechas.


Objetivo principal:

  • Afinar o rosto
  • Destacar as maçãs do rosto
  • Criar um contorno facial mais anguloso

Por ser uma cirurgia relativamente simples e com recuperação rápida, ela se popularizou rapidamente, especialmente entre pacientes jovens em busca de um rosto mais “marcado”.

Por que a bichectomia está sendo menos indicada?

Apesar da popularidade inicial, hoje há uma visão muito mais criteriosa sobre o procedimento. Isso não significa que ele deixou de existir, mas sim que as indicações se tornaram mais restritas.


Principais motivos:


1. Envelhecimento precoce do rosto

A gordura das bochechas tem uma função importante na sustentação facial. Sua retirada pode:

  • Acelerar o aspecto de envelhecimento
  • Deixar o rosto mais “cavado” com o passar dos anos
  • Evidenciar flacidez e sulcos


2. Resultado irreversível

Diferente de muitos procedimentos estéticos modernos:

  • A bichectomia é definitiva
  • Não há como “repor” a gordura removida de forma natural


3. Mudança no padrão de beleza

A tendência atual valoriza:

  • Naturalidade
  • Estrutura facial equilibrada
  • Pele com qualidade e viço

O excesso de afinamento já não é mais visto como ideal em muitos casos.


4. Maior conhecimento anatômico e funcional

Hoje se entende melhor que a gordura facial:

  • Tem função estrutural
  • Contribui para um envelhecimento mais harmonioso

Então, é o fim da bichectomia?

Não exatamente. A bichectomia ainda pode ser indicada, mas apenas em casos específicos, como:

  • Pacientes com volume excessivo na região das bochechas
  • Assimetrias faciais importantes
  • Indicação funcional (em alguns casos raros)

Ou seja, ela deixou de ser um procedimento “de moda” para se tornar uma indicação individualizada e criteriosa.

Quais são as melhores alternativas à bichectomia?

A grande evolução da dermatologia estética trouxe opções menos invasivas, reversíveis e mais seguras, com resultados naturais e progressivos.


1. Ultraformer (Ultrassom micro e macrofocado)

O Ultraformer é um dos principais substitutos da bichectomia quando o objetivo é afinar e redefinir o rosto.

Benefícios:

  • Promove efeito lifting
  • Reduz leve acúmulo de gordura
  • Estimula colágeno
  • Melhora a flacidez

Diferencial:

  • Não remove estruturas importantes
  • Resultado natural e progressivo
  • Sem tempo de recuperação


2. Bioestimuladores de colágeno (como Radiesse e Sculptra)

Indicados para:

  • Melhorar a qualidade da pele
  • Promover firmeza
  • Sustentar os tecidos

Resultado:

  • Rosto mais estruturado
  • Melhora do contorno facial sem “esvaziar”


3. Preenchimento estratégico

Ao contrário do que muitos pensam, o preenchimento não serve apenas para “aumentar volume”.

Ele pode:

  • Criar contornos
  • Projetar áreas específicas (como zigomático e mandíbula)
  • Dar efeito de afinamento indireto


4. Toxina botulínica no masseter

Em casos de rosto largo por hipertrofia muscular:

A toxina:

  • Relaxa o músculo masseter
  • Promove afinamento facial progressivo
  • Melhora sintomas como bruxismo

Qual é a melhor escolha?

A melhor abordagem depende de uma avaliação individualizada. O mais importante hoje não é “remover volume”, mas sim:

  • Equilibrar proporções
  • Preservar estruturas naturais
  • Tratar qualidade da pele
  • Prevenir o envelhecimento

A bichectomia não acabou, mas definitivamente deixou de ser uma tendência indiscriminada. Com o avanço da dermatologia estética, surgiram opções mais modernas, seguras e alinhadas ao conceito atual de beleza: naturalidade e longevidade.

Hoje, o foco não é apenas afinar o rosto, mas sim construir uma harmonia facial inteligente, respeitando a anatomia e o envelhecimento natural de cada paciente.

Se você está pensando em melhorar o contorno facial, o ideal é agendar uma avaliação especializada para definir a melhor estratégia para o seu caso.

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