Festoon Malar: tudo sobre as bolsas malares, causas e os tratamentos mais eficazes

Tais Paz • 4 de setembro de 2025

O rejuvenescimento da região dos olhos é um dos grandes desejos de quem procura a dermatologia estética. Afinal, é justamente nessa área que os primeiros sinais do envelhecimento costumam aparecer. Rugas finas, olheiras, bolsas de gordura e flacidez palpebral são queixas frequentes – mas existe uma condição ainda menos conhecida pelo público: o festoon malar, também chamado de malar bags ou bolsas malares.


Apesar de pouco falado fora dos consultórios médicos, o festoon malar pode causar um impacto significativo na harmonia facial, trazendo um aspecto de cansaço persistente e até mesmo de inchaço patológico. Com os avanços tecnológicos, hoje é possível compreender melhor esse problema e tratá-lo de forma cada vez mais precisa.

O que é o festoon malar?

O festoon malar é caracterizado pelo inchaço ou protuberância localizada na região logo abaixo das pálpebras inferiores, sobre o osso malar (maçã do rosto).
É formado por
flacidez da pele, frouxidão dos ligamentos e acúmulo de líquidos e tecido adiposo na região malar.

O resultado é um aspecto de “inchaço persistente” que pode dar à face um ar cansado, envelhecido e, em alguns casos, até doente.


É comum haver confusão entre bolsas palpebrais e festoon malar, mas são condições distintas:

  • Bolsas palpebrais inferiores → relacionadas à projeção da gordura orbital que avança com a frouxidão da pálpebra.
  • Festoon malar → localiza-se mais abaixo, sobre o osso malar, e envolve tecido subcutâneo e linfático.

Muitas vezes, ambos podem coexistir no mesmo paciente, o que torna a abordagem ainda mais complexa.

Causas do festoon malar

O festoon é resultado de um processo multifatorial, que combina genética, envelhecimento e estilo de vida.

Entre os mecanismos principais, destacam-se:


1.Envelhecimento cutâneo e estrutural

  • Perda de colágeno, elastina e ácido hialurônico;
  • Frouxidão dos ligamentos que sustentam o terço médio da face;
  • Atrofia ou redistribuição da gordura facial.


2. Disfunção linfática

  • A drenagem linfática da região periocular é delicada. Quando ocorre lentificação ou bloqueio parcial, há retenção de líquido que agrava o inchaço.


3. Genética e predisposição anatômica

  • Algumas pessoas apresentam desde cedo um desenho anatômico que favorece a formação do festoon.


4. Fatores externos

  • Exposição solar crônica, tabagismo, má qualidade do sono, alcoolismo e até alergias podem acelerar o processo.

Diferença entre festoon, bolsa palpebral e edema

Condição Localização Característica
Edema transitório Região periocular e malar Inchaço temporário, geralmente mais perceptível pela manhã e que desaparece ao longo do dia
Bolsa palpebral inferior Pálpebra inferior Projeção de gordura orbital, persistente, não desaparece com repouso
Festoon malar Região malar abaixo da pálpebra Protuberância persistente envolvendo pele, linfa e tecido adiposo

Impacto estético e emocional

O festoon malar não afeta apenas a aparência física; ele também pode ter um impacto significativo na autoestima e na percepção pessoal de vitalidade. Por se localizar logo abaixo da pálpebra inferior, sobre o osso malar, essa condição dá ao rosto um aspecto de inchaço persistente, mesmo em pessoas que dormem bem, cuidam da pele e mantêm hábitos saudáveis. O resultado é que o paciente muitas vezes parece cansado, envelhecido ou até doente, o que pode gerar desconforto social e emocional.

Essa percepção de fadiga constante influencia a autoimagem e pode afetar a confiança em situações sociais ou profissionais. Muitos pacientes relatam insatisfação ao se verem no espelho ou em fotos, sentindo que a aparência não reflete seu estado real de saúde ou energia.

Além disso, o impacto emocional do festoon malar está ligado à dificuldade de correção com métodos caseiros ou cosméticos. Diferente de olheiras superficiais ou edema temporário, essa condição é persistente e resistente, exigindo avaliação médica especializada. Por isso, o tratamento não é apenas uma questão estética, mas também uma forma de restaurar a harmonia facial e a autoconfiança, permitindo que o paciente se sinta mais confortável com a própria aparência.

Tratamentos eficazes para festoon malar

Atualmente, entre os tratamentos disponíveis, destacam-se duas tecnologias modernas e eficazes, minimamente invasivas: Ultraformer MPT e Endolaser.


1. Ultraformer MPT (ultrassom microfocado)

;.

Como funciona: O ultrassom microfocado atua em camadas profundas da pele e nos ligamentos que sustentam o terço médio da face, promovendo contração dos tecidos e reposicionamento natural.


Indicação: Casos leves a moderados de festoon, quando há flacidez e discreto acúmulo de tecido.


Benefícios:

  • Resultados naturais e progressivos;
  • Não requer cirurgia;
  • Estimula colágeno, melhorando firmeza e contorno facial;
  • Procedimento rápido, com mínimo tempo de recuperação.


2. Endolaser (laser endolinfático)

.

Como funciona: Aplicado diretamente na região malar, o Endolaser promove drenagem linfática profunda e redução do inchaço, atuando no acúmulo de líquido e na flacidez local.


Indicação: Festoon malar com maior componente de retenção linfática ou edema persistente.


Benefícios:

  • Minimiza o volume das bolsas malares;
  • Melhora o contorno e a suavidade da região;
  • Pode ser combinado com Ultraformer MPT para resultados ainda mais eficazes;
  • Procedimento minimamente invasivo, com rápida recuperação.


Ambos os tratamentos são realizados exclusivamente por dermatologistas especializados e exigem avaliação individualizada para definir o protocolo ideal.

Cuidados complementares

Embora o festoon exija intervenção médica, alguns hábitos ajudam a prevenir piora:

  • Sono regular e de qualidade;
  • Hidratação adequada;
  • Dieta equilibrada, com redução de sal e álcool;
  • Uso diário de protetor solar na região periocular;
  • Rotina de skincare indicada pelo dermatologista.

O festoon malar é uma condição comum, porém complexa, que vai além das olheiras e bolsas tradicionais. Ele envolve alterações anatômicas, linfáticas e estruturais, e por isso exige um plano de tratamento individualizado.

Com os avanços da dermatologia moderna já é possível oferecer resultados eficazes e, muitas vezes, evitar a necessidade de cirurgia em casos leves a moderados.

Se você apresenta esse tipo de inchaço persistente abaixo dos olhos, a melhor escolha é procurar um dermatologista de confiança, que vai indicar o protocolo mais adequado ao seu caso.

Agende sua consulta e descubra como tratar o festoon malar de forma moderna, segura e personalizada.

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