Será o fim dos preenchimentos? A era da estética regenerativa
Nos últimos 20 anos, os preenchimentos faciais revolucionaram a dermatologia estética. Com eles, foi possível devolver o volume perdido com o envelhecimento, suavizar rugas e até transformar contornos faciais de forma rápida e minimamente invasiva.
Entretanto, um novo movimento vem mudando a forma como pacientes e especialistas enxergam o rejuvenescimento: a chamada era da estética regenerativa. Mais do que apenas preencher, o objetivo é estimular os processos naturais de reparo da pele, oferecendo resultados mais sutis, duradouros e saudáveis.
Será esse o começo do fim da era dos preenchimentos?
O que está mudando na estética?
Durante muito tempo, o preenchimento foi sinônimo de rejuvenescimento rápido e visível. Porém, com o uso excessivo, surgiram críticas sobre a perda da naturalidade e o chamado “efeito overfilling”, em que os traços do rosto ficavam artificiais.
Hoje, os pacientes — principalmente os mais jovens — estão mais exigentes. Buscam resultados sutis, tratamentos preventivos e que promovam qualidade real da pele, e não apenas alterações estruturais. É nesse cenário que a estética regenerativa se destaca.
Além disso, congressos internacionais recentes, como o IMCAS em Paris e o AMWC em Mônaco, reforçaram essa transição: a dermatologia estética está caminhando para um modelo mais integrativo, saudável e sustentável, em que a prioridade é estimular a própria pele a se renovar, e não apenas “preencher vazios”.
O que é estética regenerativa?
A estética regenerativa reúne técnicas e substâncias capazes de estimular os mecanismos de reparo da própria pele, promovendo:
- Bioestimulação do colágeno → melhora da firmeza, elasticidade e sustentação natural.
- Hidratação profunda e viço → através de ativos como ácido hialurônico em versões não preenchedoras (skinboosters).
- Redução de inflamação e melhora da textura → com substâncias como exossomos e polinucleotídeos.
- Efeito natural e progressivo → ao contrário do preenchimento imediato, os resultados surgem de forma gradual, respeitando a individualidade do rosto.
Principais recursos da estética regenerativa
- Bioestimuladores injetáveis – Sculptra® (ácido poli-L-lático) e Radiesse® (hidroxiapatita de cálcio) são líderes nesse segmento. Eles não adicionam volume de forma artificial, mas estimulam a produção de colágeno ao longo dos meses.
- Polinucleotídeos (PNs) – derivados de DNA, com ação regenerativa e anti-inflamatória, melhoram a textura da pele, reduzem rugas finas e promovem luminosidade.
- Exossomos – pequenas partículas de comunicação celular que aceleram o reparo da pele, com potencial revolucionário no combate ao envelhecimento e até na queda capilar.
- Skinboosters – ácido hialurônico injetável em versões fluidas, que não preenchem, mas hidratam profundamente e devolvem o brilho natural da pele.
- Laser e tecnologias associadas – quando combinados a drug delivery (entrega de ativos pela pele após microperfurações), potencializam os resultados regenerativos.
Vantagens da estética regenerativa
- Resultados naturais e progressivos
- Estímulo do colágeno e elastina de forma contínua
- Pele mais firme, viçosa e luminosa
- Prevenção do envelhecimento precoce
- Tratamento global, não apenas localizado
- Risco reduzido de artificialidade
- Benefícios cumulativos a longo prazo
Estética regenerativa x preenchimento: concorrência ou complemento?
A estética regenerativa não significa, necessariamente, o fim dos preenchimentos. Na prática clínica, os dois recursos podem ser complementares.
- O preenchimento ainda é a melhor indicação para restaurar volume em áreas específicas, como olheiras profundas, sulco nasogeniano ou lábios finos.
- Já os bioestimuladores e regenerativos são ideais para melhorar a qualidade da pele como um todo, suavizar flacidez e prevenir o envelhecimento precoce.
O futuro aponta para protocolos personalizados, onde o dermatologista avalia as necessidades de cada paciente e combina técnicas para alcançar naturalidade, harmonia e saúde da pele.
Por que essa mudança é tão importante?
Além de acompanhar o desejo dos pacientes por resultados sutis e naturais, a estética regenerativa traz benefícios que vão além da estética:
- Previne o envelhecimento precoce
- Melhora a saúde da pele a longo prazo
- Reduz o risco de resultados artificiais
- Promove autoestima sem modificar a identidade do paciente
Perguntas frequentes (FAQ)
1. A estética regenerativa substitui totalmente o preenchimento?
Não. Ela pode reduzir a necessidade de grandes volumes de preenchedor, mas muitas vezes funciona em conjunto para manter naturalidade e harmonia.
2. Os resultados são imediatos?
Não. Os regenerativos estimulam a pele a se renovar, por isso os efeitos aparecem de forma gradual, em semanas ou meses.
3. Quanto tempo duram os resultados?
Depende do protocolo, mas em média de 12 a 24 meses, com efeito cumulativo em tratamentos contínuos.
4. Existe risco de efeito artificial?
É muito menor do que com preenchimentos excessivos. Como o efeito é natural e progressivo, o risco de desproporções é reduzido.
Estamos vivendo uma verdadeira transformação na dermatologia estética. Se antes o grande objetivo era “preencher”, hoje o olhar está voltado para regenerar, estimular e preservar a beleza individual de cada paciente.
A era da estética regenerativa não marca o fim dos preenchimentos, mas inaugura uma nova fase onde a naturalidade, a ciência e a longevidade dos resultados são protagonistas.
Mais do que nunca, o papel do dermatologista é essencial para orientar escolhas conscientes, equilibradas e seguras, personalizando o tratamento de acordo com a história de cada pele.
Agende sua consulta e descubra como a estética regenerativa pode transformar a saúde e a beleza da sua pele.









