Microagulhamento para melasma: Realmente ajuda?

Dra. Alice Jaruche • 14 de maio de 2024

O microagulhamento tem ganhado destaque como uma técnica promissora para o tratamento do melasma, uma condição que causa manchas escuras na pele, afetando principalmente o rosto.


Este artigo explora a eficácia do microagulhamento para melasma, descrevendo os benefícios e o que esperar do tratamento.
Continue lendo para entender como essa técnica pode ajudar a melhorar a textura da sua pele e reduzir a hiperpigmentação.


O que é Microagulhamento?


O microagulhamento é um procedimento estético
minimamente invasivo que emprega um dispositivo com microagulhas para criar microperfurações na pele. Essas pequenas lesões estimulam a produção de colágeno e elastina, fundamentais para a renovação e reparação cutânea. Ideal para quem busca uma pele mais firme, uniforme e rejuvenescida, o microagulhamento é utilizado em diversas condições dermatológicas, incluindo a redução de cicatrizes, linhas de expressão, e, especificamente, no tratamento de manchas, como o melasma.


Benefícios do Microagulhamento para a Pele


Este procedimento oferece uma gama de benefícios notáveis para a pele, dentre eles:


  • Estímulo da regeneração celular e aumento da produção de colágeno;
  • Melhoria na textura e elasticidade da pele;
  • Redução de cicatrizes de acne, estrias e linhas finas;
  • Ajuda na penetração mais eficaz de produtos tópicos;
  • Tratamento efetivo de hiperpigmentações, como o melasma, promovendo um tom de pele mais uniforme.


O que é o Melasma?


Melasma
é uma condição cutânea caracterizada pelo surgimento de manchas escuras na pele, mais comumente no rosto. A condição é mais prevalente em mulheres, especialmente durante a gravidez, e está relacionada a fatores como exposição solar, alterações hormonais e predisposição genética. Embora o melasma seja considerado difícil de tratar, tecnologias como o microagulhamento têm mostrado promessa em sua abordagem, oferecendo uma opção de tratamento que pode aliviar significativamente a aparência dessas manchas, melhorando a qualidade de vida das pacientes.


Microagulhamento para Melasma: Realmente Ajuda?


O tratamento do melasma sempre foi um desafio na dermatologia estética, dada a sua natureza persistente e propensão à recorrência. No entanto, o microagulhamento emergiu como uma luz para muitos que sofrem dessa condição. Mas, afinal, o microagulhamento realmente ajuda no tratamento do melasma?


Ao induzir a
produção de colágeno e melhorar a absorção de produtos tópicos, o microagulhamento oferece uma abordagem dupla no combate ao melasma. A renovação celular estimulada pelo procedimento pode resultar na diminuição visível das manchas escuras, contribuindo para uma pele mais uniforme e luminosa. Adicionalmente, ao promover a penetração mais eficaz de agentes clareadores diretamente nas camadas mais profundas da pele, o microagulhamento pode potencializar os resultados desses tratamentos tópicos.


É importante salientar que o sucesso do microagulhamento para melasma depende de vários fatores, incluindo a profundidade das lesões, o tipo de pele da paciente e a
aderência aos cuidados pós-procedimento, especialmente a proteção solar rigorosa para prevenir a piora das manchas devido à exposição UV.


Portanto, enquanto o microagulhamento oferece uma expectativa positiva para o tratamento do melasma, é essencial que as pacientes busquem
orientação de um dermatologista experiente. Apenas um especialista pode avaliar adequadamente a condição da pele e recomendar um plano de tratamento personalizado que inclua o microagulhamento como uma possível opção terapêutica.


Protocolo de Microagulhamento para Melasma


O tratamento do melasma com microagulhamento requer uma estratégia bem definida, que considera a
individualidade de cada paciente. A eficácia dessa técnica está intrinsecamente ligada à capacidade de personalizar o protocolo, levando em conta fatores como a severidade das manchas, o tipo e a sensibilidade da pele, bem como a história clínica da paciente.


Inicialmente, é fundamental realizar uma
avaliação detalhada da pele, que permitirá ao dermatologista determinar o número de sessões necessárias, a profundidade de penetração das agulhas e os produtos tópicos mais adequados para serem utilizados em conjunto com o procedimento. Normalmente, os tratamentos são espaçados com intervalos de 4 a 6 semanas, permitindo que a pele se recupere adequadamente entre as sessões.


A personalização do tratamento não termina com a definição do protocolo inicial. A
resposta da pele às primeiras sessões de microagulhamento pode fornecer informações valiosas que permitirão ajustes finos no procedimento, otimizando os resultados e minimizando os riscos de efeitos adversos.


Ademais, o
acompanhamento cuidadoso pós-procedimento é essencial, enfatizando a importância da proteção solar, do uso de produtos clareadores e da manutenção de uma rotina de cuidados com a pele adaptada às necessidades específicas da paciente pós-microagulhamento.


Essa abordagem personalizada não só aumenta a
eficácia do tratamento do melasma como também assegura uma experiência mais segura e satisfatória para a paciente, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida e autoestima.


Duração do Tratamento e Eficácia


A duração do tratamento de melasma com microagulhamento varia de acordo com a severidade da condição e a resposta individual de cada paciente. Geralmente, são recomendadas
entre 3 a 6 sessões, espaçadas de 4 a 6 semanas, para resultados significativos. A eficácia do tratamento é observável gradualmente, com melhorias na tonalidade e textura da pele sendo notadas após cada sessão. É importante ressaltar que, enquanto muitas pacientes experimentam uma redução notável nas manchas de melasma, a manutenção contínua e o cuidado com a pele são cruciais para preservar os resultados a longo prazo.


Prevenção de Melasma Pós-Microagulhamento


Para prevenir a recorrência do melasma após o tratamento com microagulhamento, é essencial adotar um regime rigoroso de
cuidados com a pele. Isso inclui a utilização regular de protetor solar com alto fator de proteção solar (FPS), preferencialmente acima de 50, para proteger a pele dos efeitos nocivos da exposição solar. Além disso, o uso de produtos tópicos com ingredientes que ajudam a inibir a produção de melanina, como vitamina C, ácido azelaico e niacinamida, pode ser benéfico. Consultas regulares com um dermatologista ajudarão a monitorar a pele e ajustar o tratamento conforme necessário, minimizando as chances de recidiva do melasma.


Você ainda tem alguma dúvida? - F.A.Q.


Pode fazer microagulhamento em quem tem melasma?

Sim, o microagulhamento pode ser feito em pessoas com melasma, pois estimula a produção de colágeno e pode melhorar a textura da pele e a aparência das manchas, mas deve ser realizado sob orientação de um especialista.


Quantas sessões de microagulhamento para tirar manchas?

Geralmente, são recomendadas de 3 a 6 sessões de microagulhamento para tratar manchas, incluindo melasma, com intervalos de 4 a 6 semanas entre cada sessão, dependendo da resposta individual da pele.


Porque o microagulhamento clareia a pele?

O microagulhamento clareia a pele ao criar microlesões que estimulam a produção de colágeno e elastina, melhorando a regeneração celular. Isso pode ajudar a reduzir a hiperpigmentação, como o melasma, e uniformizar o tom da pele.


O microagulhamento para melasma dói?

O procedimento pode causar desconforto leve a moderado. No entanto, um creme anestésico tópico é frequentemente aplicado antes do procedimento para minimizar a dor.


Existem efeitos colaterais do microagulhamento no tratamento de melasma?

Efeitos colaterais podem incluir vermelhidão, inchaço e sensibilidade na área tratada, mas geralmente são temporários e desaparecem em alguns dias.


Posso fazer microagulhamento para melasma em casa?

O microagulhamento caseiro não é recomendado para melasma devido ao risco de infecção e potencial agravamento da condição. É recomendado que o procedimento seja realizado por um médico dermatologista.


Como o microagulhamento influencia a absorção de produtos tópicos para melasma?

O microagulhamento cria microperfurações na pele, aumentando significativamente a absorção de produtos tópicos. Isso permite que agentes clareadores penetrem mais profundamente, potencializando o tratamento de melasma.


Existe uma época do ano mais indicada para iniciar o tratamento de microagulhamento para melasma?

É preferível iniciar o tratamento de microagulhamento para melasma durante os meses de menor incidência solar, como outono e inverno, para minimizar a exposição ao sol e evitar a piora do melasma.


O microagulhamento pode ser combinado com outros tratamentos estéticos para melasma para melhorar os resultados?

Sim, o microagulhamento pode ser combinado com tratamentos como peelings químicos e terapias a laser, sob orientação de um dermatologista, para abordagens mais eficazes e personalizadas contra o melasma.


Qual a importância da rotina de cuidados com a pele antes de iniciar o microagulhamento para melasma?

Uma rotina de cuidados prepara a pele, tornando-a mais receptiva ao tratamento, reduzindo o risco de complicações e melhorando os resultados do microagulhamento para melasma.


Como o tipo de pele influencia os resultados do microagulhamento no tratamento de melasma?

O tipo de pele pode afetar a resposta ao tratamento, onde peles mais escuras podem ter maior risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, exigindo cuidados adicionais no protocolo de tratamento.


É possível tratar melasma com microagulhamento em áreas do corpo além do rosto?

Sim, o microagulhamento pode ser aplicado em outras áreas afetadas pelo melasma, como pescoço, colo e mãos, desde que com cuidado e sob orientação médica.


Existem contraindicações específicas para o uso do microagulhamento em pacientes com histórico de melasma?

Pacientes com infecções ativas na pele, cicatrização lenta, tendência a queloides ou que estão grávidas não devem realizar microagulhamento sem antes consultar um dermatologista especializado.


Microagulhamento para Melasma em São Paulo | Dra. Alice Jaruche


O microagulhamento apresenta-se como uma opção eficaz e segura para o tratamento do melasma, oferecendo benefícios significativos na melhoria da qualidade e aparência da pele. Ao escolher essa técnica, é essencial seguir os cuidados pós-procedimento recomendados e considerar a prevenção para manter os resultados a longo prazo. Você tem melasma? Já pensou em fazer microagulhamento para amenizar a condição?


Se você está pensando em realizar este procedimento, conheça a
Dra. Alice Jaruche, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Membro do Corpo Clínico de Dermatologia do Hospital Sírio Libanês. Busca estar em constante aperfeiçoamento técnico baseado em inovações científicas, além de usar produtos e tecnologias de alta performance para que a paciente seja cuidada com segurança. Com seu atendimento humanizado, a individualidade e o estilo de vida de cada paciente são respeitados para um tratamento com conforto, leveza e naturalidade. Por que não dar o próximo passo em sua jornada de cuidados com a pele hoje?


Acesse
esse link e vamos conversar. Continue aprendendo na central educativa.

Por Tais Paz 11 de fevereiro de 2026
A pele humana tem memória — e os danos causados pela radiação ultravioleta (UV) não desaparecem apenas porque o bronzeado foi embora ou a pele “descascou”. Esses danos se acumulam ao longo da vida e se manifestam silenciosamente, muitas vezes décadas depois, na forma de envelhecimento precoce, manchas, fragilidade cutânea e até câncer de pele .
Por Tais Paz 5 de fevereiro de 2026
Durante muitos anos, a dermatologia estética foi procurada principalmente para corrigir sinais já instalados do envelhecimento. Rugas profundas, flacidez acentuada e perda de contorno facial eram as queixas mais comuns. Em 2026, esse cenário mudou de forma definitiva. O conceito de Prejuvenation — união das palavras prevention (prevenção) e rejuvenation (rejuvenescimento) — tornou-se um dos assuntos mais buscados nos consultórios dermatológicos e nas plataformas digitais. A proposta é clara: cuidar da pele antes que os sinais se tornem evidentes, preservando a naturalidade e retardando o envelhecimento de forma elegante e progressiva.
Por Tais Paz 29 de janeiro de 2026
A queda de cabelo é uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos e pode afetar homens e mulheres em diferentes fases da vida. Mais do que uma questão estética, a alopecia impacta diretamente a autoestima, a imagem pessoal e a qualidade de vida.  Com os avanços da dermatologia, já se sabe que não existe um único tratamento capaz de resolver todos os tipos de queda capilar . O que apresenta melhores resultados atualmente é a chamada terapia combinada , uma estratégia personalizada que associa diferentes tecnologias e métodos terapêuticos para atuar de forma completa sobre o couro cabeludo e o folículo piloso.
Por Tais Paz 22 de janeiro de 2026
Durante muito tempo, a região íntima feminina foi cercada de tabus, silêncio e desinformação. Hoje, a dermatologia moderna e a ginecologia caminham juntas para mostrar que a saúde vulvar é parte essencial da saúde da mulher , e que os cuidados com essa região vão muito além da estética: envolvem conforto, autoestima, função sexual e bem-estar. A vulva — parte externa do órgão genital feminino — é formada pelos grandes lábios, pequenos lábios, clitóris, monte pubiano e entrada da vagina. Assim como a pele do rosto e do corpo, essa região sofre influência direta de fatores como idade, alterações hormonais, gestações, emagrecimento, depilação frequente e predisposição genética. Com isso, podem surgir queixas funcionais e estéticas que hoje já possuem tratamentos dermatológicos seguros, eficazes e minimamente invasivos.
Por Tais Paz 14 de janeiro de 2026
Entenda as diferenças entre nevos melanocíticos, nevos displásicos e melanoma. Saiba identificar sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce.
Por Tais Paz 7 de janeiro de 2026
O lipedema é uma doença crônica e progressiva que ainda é pouco conhecida, muitas vezes confundida com obesidade ou linfedema. Essa falta de informação faz com que milhares de mulheres convivam por anos com dor, inchaço e frustração, sem um diagnóstico correto. Neste artigo, você vai entender de forma clara e completa o que é o lipedema, quais são seus sintomas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis.
Por Tais Paz 18 de dezembro de 2025
As picadas de insetos são extremamente comuns e podem variar de simples incômodos até quadros dermatológicos mais importantes, com risco de infecção, cicatrizes e até transmissão de doenças. Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo de casos relacionados a percevejos, pulgas e outros insetos, especialmente em ambientes urbanos, hotéis, viagens e residências. Entender como identificar, tratar e prevenir essas picadas é fundamental para a saúde da pele.
Por Tais Paz 8 de dezembro de 2025
O peeling químico é um clássico da dermatologia que nunca sai de moda — e por um motivo simples: ele funciona. Com décadas de estudos clínicos e constante evolução tecnológica, esse procedimento permanece entre os mais eficazes para transformar a qualidade da pele de forma segura, precisa e altamente personalizável. Ao aplicar combinações específicas de ácidos, conseguimos promover uma renovação controlada da epiderme e, em alguns casos, das camadas mais profundas da pele, estimulando colágeno, uniformizando o tom e suavizando desde manchas até linhas finas. O avanço dos protocolos modernos permite que os peelings sejam totalmente adaptados ao fototipo, biotipo cutâneo e necessidades de cada paciente — desde quem busca apenas mais viço até tratamentos intensivos. Por isso, mesmo diante de tecnologias como lasers e bioestimuladores, o peeling químico mantém seu espaço como uma das ferramentas mais versáteis e indispensáveis do consultório dermatológico.
Por Tais Paz 28 de novembro de 2025
A toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox , é um dos procedimentos mais procurados em dermatologia estética — e isso não é por acaso. Quando aplicada por um médico especialista, ela oferece rejuvenescimento natural, prevenção de rugas e ainda trata diversas condições médicas , muitas vezes desconhecidas pelo público.
Por Tais Paz 19 de novembro de 2025
O verão é um período desafiador para quem convive com melasma. A combinação de sol intenso, calor, radiação UVA e luz visível, além do infravermelho do ambiente, cria o cenário perfeito para o aumento da produção de melanina — e, consequentemente, para o escurecimento das manchas. Por isso, mesmo pacientes que estavam estáveis ao longo do ano frequentemente apresentam piora entre novembro e março. O lado positivo é que, com as estratégias corretas e tratamentos adequados para a estação, é possível atravessar o verão com a pele protegida, estável e até com melhora.